Em solenidade, realizada na manhã desta sexta-feira, dia 22, em Florianópolis, foram agraciados os empresários Fernando Cestari de Rizzo, Gelson Dalla Costa, Júlio André Ruas Tedesco (in memoriam), Sirivaldo José Barbieri, Salézio José Martins, Ricardo Minatto Brandão, além de Vicente Donini. O diretor da Fiação São Bento, Horst Maul, recebeu uma homenagem especial pelos 76 anos dedicados à indústria.
Em seu discurso, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, disse que os homenageados são exemplos incontestáveis do diferencial cultural do empresário catarinense. “Foi assim que Santa Catarina criou as bases que sustentam uma indústria pujante que, por sua vez, explica a nossa economia equilibrada, com tantos indicadores acima da média nacional, como emprego, crescimento, longevidade, entre outros”, afirmou.
Ele também chamou a atenção para os impactos do Custo Brasil na economia. “O excesso de burocracia e a complexidade de nossa legislação elevam o custo das empresas, que precisam manter grandes estruturas apenas para atender as obrigações normativas. São inúmeros funcionários dedicados a atividades que não geram valor, agregando custos e reduzindo a nossa competitividade”, declarou. Aguiar defendeu ainda a realização das reformas estruturantes. “Precisamos assegurar a realização das reformas administrativa e tributária. No caso da primeira, deve prevalecer um estado mais eficiente. Quanto à tributária, temos clareza de que a expectativa inicial é pela simplificação do sistema, mas sem abrir mão da perspectiva de redução de carga no médio e longo prazo”, completou.
Ainda em seu discurso, Aguiar destacou a importância da criação de uma política industrial para o setor que permita um crescimento sustentado e contínuo. “Reforço o convite a todos os industriais que me ouvem neste momento: vamos, juntos, fortalecer este trabalho. Senhor governador e senhora coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, contamos, como sempre, também com o empenho de vocês”, conclamou.
O empresário Vicente Donini disse que os industriais catarinenses não esmorecem. “Não tememos os desafios que os mercados nos impõem. Apenas clamamos por um ambiente de negócios menos hostil e com total equidade de tratamento fiscal. O ambiente de negócios requer de nossos governantes mais assertividade em suas ações, maior harmonia entre os poderes constituídos, menos letargia e extremismos”, declarou, ressaltando que é preciso resiliência e determinação para enfrentar os grandes desafios que 2022 prenuncia.
Ao falar em nome dos homenageados com a comenda estadual, Fernando de Rizzo salientou a ousadia, o pioneirismo e a liderança dos fundadores da Tupy, e destacou o trabalho visionário de Hans Dieter Schmidt. “Determinação, dedicação à pesquisa e ao desenvolvimento, inovação, trabalho duro e preocupação com o desenvolvimento das pessoas fazem parte da nossa cultura. E a cultura da Tupy espelha também a cultura catarinense”, afirmou. Ele ressaltou que não são poucos os desafios para se ter uma indústria forte no Brasil. “E não existe indústria forte sem energia barata e abundante, sem infraestrutura, sem acesso a equipamentos e sem impostos simplificados, justos e compatíveis. A forte indústria que temos em Santa Catarina exporta muita tecnologia, produtos de qualidade e conhecimento, mas exporta também impostos”, alertou.
"É um espaço para honrar a indústria catarinense e aqueles que empreendem e estão construindo um estado forte, que tem despontado no cenário nacional como o maior gerador de empregos e que cresce três vezes mais do que a média brasileira", afirmou o governador Carlos Moisés da Silva. Ele destacou ainda que a prioridade do governo são os investimentos em infraestrutura.
“Os novos comendadores são a essência, a reafirmação da diversidade da indústria catarinense. A todos os homenageados o respeito e a estima do sistema indústria brasileiro. Empresários como os que receberam a comenda são responsáveis pela pujança da economia do estado, pela modernidade das empresas e pela diversificação da indústria”, disse Amaro Sales de Araújo, chanceler da Ordem do Mérito da CNI.
Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial de SC reconhece, anualmente, personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria.
Diretor Gelson Dalla Costa, recebendo a Ordem do Mérito Industrial
Gelson Dalla Costa: Natural de Quilombo, Gelson Dalla Costa é filho de agricultores e saiu de casa aos 15 anos para estudar. Formou-se técnico em agropecuária e iniciou sua carreira profissional na Aurora Alimentos, empresa na qual trabalhou até 1985 quando fundou a Apti Alimentos, em Chapecó, junto com os sócios Hugo Biehl, Crusvaldino Mezalira e Adair da Silva (in memorian). Hoje a companhia emprega 600 profissionais, tem faturamento anual superior a R$ 450 milhões e atua no Brasil e no Mercosul. A Apti, que também tem uma planta em Araras-SP, fabrica produtos como achocolatados, refrescos e sobremesas. Gelson também é vice-presidente do Sindialimentos, foi vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e presidiu o conselho deliberativo da Associação Chapecoense de Futebol. Tem um reconhecido trabalho voluntário na comunidade. Desde 2005 ele integra a direção da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, entidade filantrópica que administra os hospitais Regional do Oeste e da Criança, ambos em Chapecó, e o Nossa Senhora da Saúde, de Coronel Freitas. É presidente do conselho delegado de administração do hospital regional e presidente do conselho deliberativo da ACIC.